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Dia do Nordestino

Em homenagem ao povo nordestino que fizeram de São Paulo a maior cidade do país, em 2009 foi criado o Dia do Nordestino que é comemorado no dia 8 de Outubro por meio do decreto da Lei Municipal 14.952, a data homenageia o centenário do nascimento de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor e cantor cearense.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 82% dos habitantes da grande São Paulo são descendentes de pessoas oriundas do norte e do nordeste. O progresso da cidade no período compreendido de 1940 a 1970 foi forjado por essa migração de pessoas – que em sua maioria compõem a classe trabalhadora da região metropolitana-, que são diretamente responsáveis pelo crescimento do maior polo operário da América Latina.

 

Em comemoração o Museu da Imigração tem uma programação especial para hoje com atividades gratuitas que pretendem celebrar as raízes e as tradições culturais dos nordestinos. A programação especial gratuita, inclui intervenção cênica, workshop culinário e visitas guiadas ligadas ao tema. As homenagens começam com a vitrine temática “Migrantes”, expondo a arte em cerâmica popular nordestina. No sábado (10) tem a visita-jogo “Cumé quié?”, uma proposta do núcleo educativo do Museu da Imigração que discute as diferenças de fala e expressões utilizadas na região Nordeste, além de abordar temas como preconceito linguístico e regionalismo. Os visitantes terão duas chances para participar, às 11h e às 15h. Ainda no sábado, às 16h, uma visita guiada especial aborda a importância da migração nordestina na história da Hospedaria de Imigrantes do Brás. O Museu da Imigração fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, São Paulo. O horário de funcionamento é de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados das 10h às 17h.

 

 

Um presente de Jailson Almeida para o nosso dia.

 

No pelejar da Boa Esperança

Sertão é lugar de vasto céu e poucas nuvens
Por lá elas são errantes e umas das outras se mantém distante
O sol não tem dó nem piedade, é sempre pujante
Mas sertanejo é calejado de esperança
E sabe que com Deus o sertão fez aliança
Sertão é invenção de Deus
E ele não despreza os Seus
Mas carece ter fé e pelejar
Pra Deus mandar as nuvens se ajuntar
Ele lembra-se com satisfação que abaixo do céu está o sertão
E não tarda em avisar com o trovão:
– Aí vai água. Vai regar o chão!
A chuva, divina amida do sertanejo, é prenúncio de festejo
A terra seca converte-se em plantio
Foi-se o tempo do estio
Chegou o tempo da bonança
Dos homens e bichos só se vê a festança
No grande sertão e nas veredas dos seus amores
Sertanejos são vaqueiros, violeiros, poetas, cantadores e felizes lavradores
Viva a vida! Viva a alegria! Viva a mudança!
É tempo de paz e fartura na fazenda Boa Esperança…
[Jailson Almeida]

 

 

Fontes:

CBT

Museu da Imigração.